[ESTADÃO] Efeito das canetas: o que fazer com a pele que sobra após o emagrecimento?

O avanço de medicamentos como Mounjaro e Ozempic transformou o tratamento da obesidade e ampliou o acesso a uma perda de peso significativa e, na maioria das vezes, em pouco tempo. Mas, junto com os resultados na balança, uma nova queixa começa a aparecer com frequência nos consultórios: o que fazer com o excesso de pele após o emagrecimento? Consequência do emagrecimento rápido, esse efeito já começa a impactar a demanda por procedimentos estéticos e cirúrgicos no País.

Embora ainda não existam dados oficiais consolidados, a percepção entre especialistas nas áreas de cirurgia plástica e dermatologia é clara. “Eu atendo cerca de 400 pacientes por ano e em torno de 30% deles estão em uso ou já usaram essas medicações em algum momento”, afirma o cirurgião plástico Marcelo Sampaio, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

continua após a publicidade

Segundo ele, a eficácia dos medicamentos agonistas de GLP-1 ajuda a explicar esse movimento. “Esses remédios mudaram a forma como tratamos a obesidade. São seguros e extremamente eficientes. Com isso, vemos até uma redução das cirurgias bariátricas”, diz. O problema é que o corpo nem sempre acompanha a velocidade do emagrecimento. “Evidentemente, com o emagrecimento, surgem também consequências estéticas. É como se houvesse uma deflação do corpo: a pessoa perde 30, 40 quilos, mas a pele que recobria esse volume permanece e passa a sobrar em várias partes do corpo”, diz Sampaio.

O fenômeno não é exatamente novo e já era observado em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, mas vem ganhando escala com a popularização das canetas. Diferentemente de quem ganha ou perde peso de forma localizada, o paciente que emagrece muito após um quadro de obesidade apresenta alterações mais profundas e generalizadas.

Abr. 2026, Acesse a matéria nesse link

Próximo
Próximo

[VEJA] Viés da novidade: por que alguns procedimentos se tornam virais